Quem pensa em fazer um bate e volta de Santiago imagina no máximo uma tarde em um destino vizinho.
A gente pensava assim também, até descobrir que em menos de duas horas de estrada é possível chegar numa cidade portuária declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, em praias do Pacífico ou dentro de um cânion andino a 2.500 metros de altitude com água termal vulcânica.
A gente fez os três, com as crianças, sem trocar de hotel uma única vez, usando Santiago como base para tudo. Esse post conta como foi cada um desses dias. Inclusive, se você quiser saber mais sobre o que fazer em Santiago, é só clicar aqui.
E se você quiser ver como foram os nossos passeios por essas cidades, vamos deixar o vídeo completo aqui embaixo.
Por Que Fazer Passeios de Bate e Volta a Partir de Santiago
A posição geográfica que facilita tudo
Santiago fica numa posição privilegiada no Chile central. A cidade está a cerca de 120 quilômetros da costa do Pacífico e encostada na Cordilheira dos Andes. Por isso, em menos de duas horas de van, a gente consegue estar na beira do oceano ou a mais de 2.500 metros de altitude entre montanhas nevadas.
Essa variedade de paisagens num raio tão pequeno é rara. Poucos destinos na América do Sul oferecem essa combinação de litoral, cordilheira e cidade histórica tão acessível a partir de uma única base.
Vantagem de manter uma só hospedagem
A gente optou por não mudar de hotel em nenhum momento da viagem. Todos os passeios saíam de Santiago de manhã e voltavam no fim do dia. Isso simplificou muito a logística, especialmente viajando com crianças.
Sem precisar fazer check-in e check-out a cada dia, a gente aproveitava a manhã com calma, saía no horário combinado e voltava para o hotel ainda com energia para encerrar o dia na piscina.
Excursões organizadas com a Civitatis
Para esses três passeios, a gente fechou as excursões com a Civitatis, e essa escolha fez total diferença! A vantagem de com crianças, não ter que se preocupar com carro alugado, estacionamento ou orientação em estradas desconhecidas deixou o dia muito ais leve.
O guia cuidava da logística e a gente ficava livre para aproveitar cada parada.
Valparaíso: A Cidade que Parece uma Galeria de Arte a Céu Aberto
Primeiras impressões ao chegar nos morros
A gente saiu cedo de Santiago e a primeira parada do dia foi em Valparaíso. Já na chegada, ficou claro que essa cidade não tem nada a ver com a organização moderna da capital.
Valparaíso cresceu entre colinas, e praticamente tudo envolve subidas e descidas. As casas coloridas se encaixam umas sobre as outras pelos morros, as escadarias se misturam com murais de arte urbana, e a atmosfera é de uma criatividade que não foi planejada. Caminhar por ali é quase como explorar uma exposição permanente.
Os Cerros Alegre e Concepción e a arte urbana de Valparaíso
Os bairros que concentram o melhor de Valparaíso são os Cerros Alegre e Concepción, os mais visitados e fotografados da cidade. Por ali, cada parede é um mural diferente e cada esquina tem um ângulo que a gente não esperava.
Valparaíso foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 2003 exatamente por esse conjunto arquitetônico e urbano único, onde a cidade cresceu de forma orgânica entre os morros com vista para o Pacífico.

Os ascensores e a vista do alto
Um dos pontos mais marcantes de Valparaíso são os ascensores, antigos elevadores inclinados que ligam as partes baixas da cidade aos morros mais altos. Eles fazem parte da identidade do lugar e contam muito da história de como Valparaíso se desenvolveu ao longo do século XX.
A gente usou um deles para descer um dos morros, e a vista lá de cima foi impressionante. O porto, o Oceano Pacífico ao fundo e aquele emaranhado de telhados coloridos formavam um panorama inesquecível.

La Sebastiana, a casa de Pablo Neruda em Valparaíso
Para quem quiser acrescentar uma parada cultural ao roteiro em Valparaíso, La Sebastiana é uma das opções mais interessantes da cidade.
É uma das três casas do poeta Pablo Neruda no Chile e hoje funciona como museu. O audioguia leva o visitante pela excêntrica coleção de móveis, objetos e decoração que Neruda reuniu ao longo da vida, tudo com vista privilegiada para o Pacífico.
Viña del Mar: Contraste Elegante na Costa do Pacífico
A Cidade Jardim depois de Valparaíso
Depois de aproveitar a manhã em Valparaíso, a gente seguiu para Viña del Mar, que fica a poucos quilômetros de distância, mas poderia ser outro mundo.
Se Valparaíso é arte e caos criativo, Viña del Mar é organizada, mais ampla, com avenidas bem cuidadas e um visual claramente voltado para o mar.
A cidade é conhecida como Cidade Jardim por causa das áreas verdes bem mantidas que pontuam os bairros próximos à orla. O Relógio de Flores, um dos símbolos da cidade, fica bem na beira do calçadão e é uma das primeiras paradas de quem chega.
Almoço com vista para o oceano no Mirazul
A pausa para o almoço foi no Mirazul, um restaurante com vista direta para o mar. Depois de uma manhã inteira caminhando pelos morros de Valparaíso, sentar ali com o Pacífico na janela foi aquele momento de recarregar as energias no meio do passeio.
Depois do almoço, as crianças quiseram colocar os pés na água. O Pacífico, porém, não estava para brincadeira. A água é muito gelada mesmo no verão, por causa da Corrente de Humboldt, que vem do sul do continente e mantém a temperatura baixa ao longo de quase toda a costa chilena. A experiência foi rápida, divertida e cheia de risadas.
As praias de Viña del Mar são bonitas, o calçadão é agradável para caminhar e o famoso relógio de flores é um dos símbolos da cidade. É um passeio mais contemplativo, que funciona muito bem para fechar o dia depois da intensidade de Valparaíso.

Nós reservamos esse bate e volta por Valparaíso e Vinã del Mar com a Civitatis. Você pode reservar o seu também clicando aqui. Você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o crescimento do nosso canal.
A combinação de Valparaíso e Viña del Mar em um único dia funciona muito bem. Os dois destinos se complementam e criam um contraste que deixa o passeio mais rico do que visitar qualquer um dos dois isoladamente.
Cajón del Maipo, Embalse El Yeso e Termas de Colina
A estrada pelo Cajón del Maipo
Assim como Valparaíso e Vinã del Mar, esse passeio bate e volta durou um dia todo e nós também reservamos eles com a Civitatis. Para reservar o seu também é só clicar aqui.
O Cajón del Maipo é um cânion andino localizado a cerca de 70 quilômetros de Santiago, no sentido sudeste da cidade. O nome Maipo tem origem mapuche e batiza tanto o rio que corre pelo cânion quanto o vulcão de mais de 5.900 metros de altitude que dá origem a ele.
Conforme a gente se distanciava de Santiago, a estrada foi se tornando um espetáculo por si só. O Rio Maipo aparecia lá embaixo, espremido entre as rochas, e a paisagem ficava cada vez mais impressionante a cada curva.
O Incrível Mirante do Embalse El Yeso
A primeira parada do dia foi no mirante do Embalse El Yeso, uma represa construída sobre o Rio Yeso, dentro do Cajón del Maipo, a cerca de 73 quilômetros de Santiago. A altitude ali já passa dos 2.500 metros e o ar é rarefeito. Inclusive, nessa altitude, crianças e adultos podem sentir leve tontura ou cansaço. Beber bastante água e caminhar devagar ajuda a adaptar o organismo.
A cor da água é o mais impressionante. O reflexo do céu e das montanhas nevadas na superfície cria uma tonalidade que varia entre o turquesa e o azul profundo, dependendo do ângulo e da hora do dia. As montanhas ao redor formam um anfiteatro natural, e aquele mirante foi uma das imagens mais bonitas que levamos de toda nossa viagem pelo Chile.
Para as fotos mais bonitas, o período entre 11h e 13h é quando o sol ilumina o lago diretamente.

As Termas de Colina e as pousas com água vulcânica
Depois do Embalse, a gente seguiu para as Termas de Colina, também dentro do Cajón del Maipo, a cerca de 2.500 metros de altitude. São sete piscinas naturais, chamadas de pousas por lá, escalonadas pela encosta da montanha, com temperaturas que variam bastante de uma para outra e podem chegar a mais de 60 graus nas mais quentes.
A água tem origem vulcânica e magmática, aquecida pelas entranhas do Vulcão San José, que fica nas proximidades. Por isso, ela é altamente mineralizada, rica em cobre, enxofre, magnésio e zinco, e deixa aquela sensação de limpeza profunda na pele depois do banho.
A gente foi entrando nas pousas devagar, testando a temperatura de cada uma, subindo pelas rochas e aproveitando cada cantinho. A estrutura é simples e rústica, sem nada de sofisticado, mas isso faz parte do charme do lugar. Os ingressos das Termas de Colina são pagos diretamente no local, à parte do valor da excursão.
Roupa de banho, roupa de frio e protetor solar são indispensáveis nesse passeio, mesmo no verão.
Dicas Práticas para Planejar os Bate e Voltas a Partir de Santiago
Como organizar os dias
Os três passeios podem ser encaixados em dias separados durante uma semana em Santiago. O de Valparaíso e Viña del Mar é mais leve e funciona bem em qualquer dia da semana.
Já o passeio ao Cajón del Maipo exige disposição para acordar cedo e energia para o dia inteiro.
Vale reservar as excursões com antecedência, especialmente nos meses de dezembro a fevereiro, quando o verão chileno aumenta bastante a demanda por esses passeios.
O que levar para cada passeio
Para Valparaíso e Viña del Mar, calçado confortável é essencial. Os morros de Valparaíso envolvem muita subida e descida, e qualquer calçado inadequado vai cobrar o preço no fim do dia.
Para o Cajón del Maipo, roupa de frio é indispensável mesmo no verão. A altitude faz a temperatura cair bastante, especialmente de manhã e no Embalse El Yeso. Roupa de banho também é necessária para as Termas de Colina. E protetor solar, em qualquer um dos passeios, é item obrigatório na altitude andina.
Reserve os seus passeios pelo Chile
Reservando seus passeios através do nosso link abaixo, você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o crescimento do nosso canal.
Clique aqui para conhecer todos os nossos parceiros e cupom disponíveis. Reservando por eles você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda o crescimento do nosso canal.
Conclusão
Esses bate e voltas a partir de Santiago mostraram um Chile que vai muito além do que a gente imagina quando pensa na capital. Em três dias de passeios, a gente esteve numa cidade portuária que é Patrimônio Mundial da Unesco, colocou os pés no Oceano Pacífico e ficou em silêncio diante de uma represa andina com água turquesa a 2.500 metros de altitude.
Cada um desses dias teve uma paisagem completamente diferente, e cada um ficou guardado de um jeito muito específico na memória da família.
O que mais surpreendeu foi perceber como Santiago funciona como uma base generosa. Sem precisar mudar de hotel ou fazer conexões complicadas, a gente conseguiu ver muitas faces do Chile num único roteiro. A cordilheira, o litoral, os morros coloridos de Valparaíso e o silêncio do Cajón del Maipo são experiências que dificilmente caberiam numa mesma viagem se a gente tivesse tentado encaixar cada uma em cidades diferentes.
Se você está planejando uma viagem ao Chile e tem base em Santiago, reserve pelo menos dois desses dias de passeio. O Chile tem uma generosidade geográfica que a gente só entende quando está lá dentro!
E se você quiser ver passeios e dicas imperdíveis para aproveitar melhor a capital chilena, é só clicar aqui!
Compartilhamos mais detalhes dessa viagem no Instagram e no YouTube. Te esperamos por lá também!






