Curitiba é a cidade que moramos, e mesmo depois de tanto tempo por aqui, ela ainda consegue nos surpreender. Quando a gente para para explorar de verdade o que fazer em Curitiba, percebe que a cidade entrega muito mais do que arborização e transporte público organizado.
Ela tem história, cultura, gastronomia e uma série de passeios que funcionam muito bem para famílias. Nesse post vamos te mostrar os pontos turísticos imperdíveis pela cidade, com dicas para aproveitar a sua passagem por aqui.
No vídeo abaixo, também mostramos o roteiro completo em mais detalhes.
Explorando a cidade com a Linha de Turismo de Curitiba
Nós somos fãs do formato Hop-On Hop-Off em qualquer cidade que visitamos. E em Curitiba, não é diferente. Você não precisa se preocupar com trânsito, estacionamento ou lógica de deslocamento. Além disso, quando se está viajando com crianças, poder adaptar o ritmo conforme o dia pede faz toda a diferença.
Um detalhe muito legal da Linha de Turismo de Curitiba é que no site oficial da Urbis, tem um mapa ao vivo mostrando onde cada ônibus está e se está no horário, adiantado ou atrasado.
Nós começamos esse passeio no ponto em frente à Rua 24 Horas, um dos símbolos mais tradicionais do centro de Curitiba.
A Rua 24 Horas surgiu nos anos 1990 com a proposta de funcionar literalmente vinte e quatro horas por dia, com restaurantes, cafés e comércio. Hoje os horários são mais reduzidos, mas o charme permanece.

Torre Panorâmica de Curitiba: Vista 360 graus da cidade
Uma das paradas que escolhemos fazer durante a Linha de Turismo foi na Torre Panorâmica de Curitiba, conhecida por muito tempo como Torre Telepar. Com cerca de 109 metros de altura, ela oferece uma vista de 360 graus da cidade inteira.
Antes de subir, passamos por uma exposição na base da torre que conta um pouco da história das telecomunicações no Paraná e no Brasil, com telefones antigos, mapas, uma mesa de comunicação magnética e até uma lista telefônica impressa.
A maquete da torre também está lá, junto com itens que contam a evolução dos sistemas de comunicação. Não é uma exposição extensa, mas vale uns minutinhos lá antes de subir.

O que fazer no Centro de Curitiba
Depois da visão geral que o ônibus turístico proporciona, uma ótima opção é explorar o centro a pé.
A Rua 15 de Novembro, conhecida como Rua das Flores, é um dos primeiros calçadões para pedestres do Brasil e tem aquele clima de cidade viva que convida a caminhar sem destino fixo.
O bondinho que fica no calçadão funciona como uma biblioteca pública e se tiver com crianças, vale a parada pelo menos por alguns minutinhos. Também dá para avistar o Palácio Avenida, que em época de Natal se transforma num cenário especial, com coral e crianças se apresentando em cada janela do edifício.
Ainda na região central, se você estiver em Curitiba no domingo, o Largo da Ordem é parada obrigatória.
Essa é a região onde a cidade nasceu e aos domingos, a Feira do Largo da Ordem toma conta das ruas com barracas de artesanato, comidas típicas, música ao vivo e apresentações culturais.
O pastel em formato de capivara é uma das experiências gastronômicas típicas da feira. Faz parte da visita.

A Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
O grande destaque arquitetônico e histórico do Largo da Ordem é a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Ela é considerada o marco zero de Curitiba.
A primeira igreja no local surgiu ainda no século XVII, e a estrutura atual passou por diversas reconstruções ao longo dos séculos, acompanhando o crescimento da cidade.
Mesmo para quem não costuma visitar igrejas, a entrada vale muito. Os vitrais, o altar e os detalhes internos criam uma conexão bonita entre o passado e o presente da cidade.

Mercado Municipal de Curitiba: gastronomia e produtos regionais
Se estiver passeando pela região central, o Mercado Municipal de Curitiba é uma ótima opção para o almoço ou uma simples pausa gastronômica.
Inaugurado em 1958, o mercado reúne feirantes, restaurantes, produtores locais e uma variedade grande de sabores paranaenses.
Além de almoçar, dá para comprar produtos regionais, experimentar comidas típicas… É um desses lugares que entram bem em qualquer roteiro, tanto para quem quer comer rápido quanto para quem quer explorar com mais calma.
Jardim Botânico de Curitiba: o cartão-postal da cidade
O Jardim Botânico é o cartão-postal mais reconhecível da cidade.
Inaugurado em 1991, foi inspirado nos jardins franceses e ocupa uma área de 278 mil metros quadrados. A estufa de vidro, inspirada no Palácio de Cristal de Londres, é o ponto mais fotografado de Curitiba, e dentro dela ficam espécies típicas da Mata Atlântica.
Uma dica prática que a gente dá especialmente para quem vier de saia ou vestido: use shorts por baixo. A estufa tem mais de um andar e o piso é “vazado”, por isso quem está embaixo consegue ver tudo.
Galeria das Quatro Estações e Jardim das Sensações
Logo atrás da estufa principal fica a Galeria das Quatro Estações, um túnel decorado com painéis artísticos que representam primavera, verão, outono e inverno. As obras são de Potila Zaroto e criam uma conexão entre arte, natureza e o percurso do parque. Tem um café dentro da galeria, o que torna a parada ainda mais agradável.
Nessa mesma área fica o Espaço Cultural Frans Krajcberg, que além de render belas fotografias com ângulos diferentes da estufa, abriga um jardim com esculturas.
Jardim das Sensações no Jardim Botânico de Curitiba
O Jardim das Sensações fica nos fundos do parque e oferece uma experiência completamente diferente. Em uma trilha de 200 metros, o visitante percorre o percurso de olhos vendados e descalço, usando apenas tato, olfato e audição para se conectar com a natureza. Dá para tocar plantas, sentir o chão, ouvir o vento e cascatas, sentir o cheiro da terra. O espaço funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, com último acesso às 16h30.
Na mesma área, a gente também encontrou detalhes sobre as fases da araucária: o estróbulo feminino, a pinha madura, o pinhão, a folha e o nó de pinhão.
O Jardim Botânico ainda abriga o Museu Botânico Municipal, considerado o quarto maior herbário do Brasil e o maior da flora paranaense, com cerca de 400 mil amostras catalogadas. O parque também recebe ao longo do ano eventos culturais, apresentações musicais e feiras gastronômicas.
Informações práticas para a visita ao Jardim Botânico
A entrada é gratuita e o parque funciona todos os dias, das 6h às 19h30. Reserve ao menos duas horas para explorar com calma, especialmente se quiser fazer o Jardim das Sensações. O acesso é simples pela Linha Turismo de Curitiba, que para na entrada principal, na Rua Engenheiro Ostoja Roguski, no bairro Jardim Botânico. Também há estacionamento no local.

Bosque Alemão: a trilha de João e Maria para crianças
Como funciona a experiência na trilha
O Bosque Alemão é gratuito e celebra a imigração alemã em Curitiba. Mas o que faz esse passeio ser especial para quem viaja com crianças é a Trilha de João e Maria. Com cerca de 300 a 400 metros de extensão, a trilha leva até a Casa da Bruxa, que transforma o passeio em uma experiência lúdica ao ar livre.
A gente chegou cedinho e fez a trilha com as crianças. Começa com uma escadinha, segue por uma caminhada tranquila em meio às árvores e termina na contação de histórias na Casa da Bruxa. Os horários fixos da contação de história são às 9h, 11h, 14h e 15h, então vale planejar a chegada com antecedência para não perder.
Os detalhes encantadores da Casa da Bruxa
A Casa da Bruxa tem detalhes que chamam atenção de crianças e adultos. Tem uma árvore de chupeta, onde as crianças penduram as suas ao deixar o objeto para trás. Dentro da lareira, a decoração inclui fralda e mamadeira, numa referência bem-humorada às fases da infância.
A bruxa conta histórias que a gente achava que eram invenções dela, mas que eram livros de verdade. Essa descoberta foi um momento bem divertido durante o passeio! As crianças adoraram cada detalhe.

Ópera de Arame
A Ópera de Arame é um dos ícones arquitetônicos de Curitiba. Mesmo sem assistir a um espetáculo, a visita já justifica a parada. A estrutura é feita de tubos de aço, o que dá a impressão de que o teatro foi construído com uma estrutura de arame — e é daí que vem o nome.
Ao todo, são 360 toneladas de aço na estrutura metálica tubular, com cobertura em policarbonato transparente, o que permite que o espetáculo aconteça sob luz natural durante o dia e com o céu aberto à noite. A passarela que conecta a rua à entrada principal é vazada, o que dá uma sensação bem curiosa — ou um pouco assustadora para quem tem medo de altura — quando você vai chegando.
A Ópera foi construída em apenas 75 dias e tem capacidade para 1.572 espectadores. Entre os grandes artistas que já se apresentaram por lá estão Tom Jobim, Chico Buarque e Rita Lee. A Ópera faz parte do Parque Jaime Lerner — nome adotado em homenagem ao arquiteto urbanista que foi prefeito de Curitiba três vezes e idealizador do espaço —, junto com o Espaço Cultural Pedreira Paulo Leminski, que pode abrigar até 20 mil pessoas em eventos ao ar livre.
Desde 2018, o espaço também abriga o Projeto Vale da Música, um festival permanente com apresentações diárias de música instrumental no palco flutuante. As apresentações acontecem de terça a domingo, das 10h às 19h, com estilos que vão de jazz a MPB e soul. Para completar, dentro do complexo há o restaurante Ópera Arte, situado à margem do lago no subsolo abaixo da plateia, ótimo para encerrar a visita.
Uma informação útil que a gente descobriu chegando lá: moradores de Curitiba têm entrada gratuita de segunda a sexta e pagam meia-entrada aos sábados e domingos.

Museu Oscar Niemeyer: o Museu do Olho
Para quem gosta de arquitetura, arte e design, o Museu Oscar Niemeyer, popularmente chamado de Museu do Olho, é uma visita que não pode ficar de fora. O prédio em si já é uma atração — e a história por trás dele tem uma camada curiosa: o bloco horizontal foi projetado por Niemeyer ainda em 1967 para abrigar o Instituto de Educação do Paraná, mas acabou inaugurado em 1978 com outro nome e funcionou por anos como sede de secretarias estaduais.
Só em 2002 o espaço foi transformado em museu, e em 2003 ganhou o anexo em formato de olho que mudou completamente a identidade do conjunto — obra projetada pelo próprio Niemeyer aos 95 anos de idade. O jardim externo foi desenhado pelo paisagista Roberto Burle Marx, parceiro de Niemeyer no projeto do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
O acervo reúne mais de 14 mil obras distribuídas em mais de 35 mil metros quadrados de área construída, o que faz dele o maior museu de arte da América Latina. Por lá passam obras de Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Andy Warhol, Di Cavalcanti e Francisco Brennand, entre outros. Em 2023, o MON figurou entre as 10% melhores atrações do mundo pelo Prêmio Travellers’ Choice do TripAdvisor.
Dica prática sobre ingressos: o ingresso custa R$ 36 (inteira) e R$ 18 (meia-entrada). Mas vale planejar a visita nos dias gratuitos: toda quarta-feira a entrada é livre para todos, e desde julho de 2025 o museu também passou a oferecer gratuidade no último domingo de cada mês. Também não pagam entrada crianças menores de 12 anos e pessoas acima de 60. O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, com acesso às exposições até as 17h30.
O corredor e o túnel do Olho
Pelo subsolo do museu, um corredor leva até o interior da parte do Olho, a estrutura mais icônica do edifício. Esse corredor é muito fotografado, especialmente quando está vazio. Com muita gente no espaço, fica difícil conseguir a foto limpa, mas a experiência de percorrer o corredor e entrar no Olho é bonita de qualquer forma.
Existe inclusive a interpretação de que o formato da torre foi inspirado na figura de uma bailarina de braços abertos segurando uma fita — que aparece como painel na fachada — onde a torre seria o tronco e as rampas representariam as pernas.

Informações práticas para planejar sua visita a Curitiba
Como se locomover pela cidade
A Linha Turismo de Curitiba é a forma mais prática de conhecer os pontos principais sem depender de carro. O ônibus opera todos os dias e os ingressos podem ser adquiridos nos pontos de embarque. O site da Urbis traz horários, rotas e o mapa ao vivo com a posição dos ônibus em tempo real.
Para os parques mais afastados do centro, como a Ópera de Arame e o Bosque Alemão, o transporte por aplicativo também é uma opção super viável.
Melhores épocas e clima
Curitiba tem um clima variável e o apelido de Chuvitiba não é à toa. A temperatura pode mudar bastante ao longo de um único dia. Por isso, levar uma jaqueta leve e um guarda-chuva compacto é quase obrigatório, independente da estação. Os meses de dezembro a março são os mais quentes, mas também os mais chuvosos. O inverno, de junho a agosto, pode ser bastante frio, com temperaturas chegando perto de zero.
Dicas para visitar com crianças
Curitiba funciona muito bem para roteiros em família. Os parques são amplos, seguros e bem mantidos. O Bosque Alemão com a Trilha de João e Maria é a parada mais lúdica para os pequenos, mas o Jardim Botânico e a Ópera de Arame também encantam crianças de diferentes idades. Levar um lanche na mochila ajuda a manter o ritmo nos dias mais longos, já que nem todos os parques têm opções de alimentação dentro.
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Conclusão
Curitiba não precisa de roteiro elaborado para impressionar. Em poucos dias, a gente conseguiu atravessar diferentes camadas da cidade: a história viva do Largo da Ordem e da Catedral, a beleza planejada do Jardim Botânico e da Ópera de Arame, a experiência lúdica do Bosque Alemão e a arquitetura de impacto do Museu Oscar Niemeyer.
São experiências muito diferentes entre si, mas que juntas formam um retrato honesto do que Curitiba é. É uma cidade surpreendente, e a gente, que mora aqui, sabe disso muito bem.
A cidade é versátil e atende bem tanto quem quer um ritmo mais tranquilo quanto quem prefere aproveitar cada hora do dia. A infraestrutura é completa, os parques são bem cuidados e a maioria das atrações é gratuita — o que faz diferença na hora de montar um roteiro em família.
Se você está pensando em conhecer o Sul do Brasil ou procurando um destino que combine natureza, cultura e história em um só lugar, Curitiba merece entrar no roteiro.
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