Introdução
Shanghai é uma daquelas cidades que surpreendem em cada detalhe. Uma mistura viva entre passado e futuro, com templos silenciosos, jardins tradicionais, ruas cheias de vida e um skyline que parece tirado de um filme futurista.
A gente passou três dias intensos por lá e, mesmo sem conseguir ver tudo, conseguimos montar um roteiro super completo! Experiências culturais, momentos de contemplação, contrastes visuais e muita coisa que deixou a gente com vontade de voltar.
Neste guia, você vai encontrar o melhor de Shanghai para quem quer viver a cidade com calma, mas sem perder nada essencial. Do espetáculo acrobático do Circo Era aos cantinhos históricos do Yu Garden, do Templo do Buda de Jade às luzes de The Bund e o burburinho da Nanjing Road.
Quer ver tudo em vídeo? Acompanhe o vlog completo do nosso roteiro por Shanghai:
Dia 1 em Shanghai: chegada e noite especial no Circo Era
A chegada em Shanghai varia muito de pessoa para pessoa. Alguns pousam logo cedo, outros só no fim da tarde. Por isso, o início do roteiro é flexível, sem nada que dependa de horário específico. A ideia é aproveitar a cidade no ritmo que ela merece, sem pressa.
Depois do check-in no hotel, o mais comum é usar o restante do dia para caminhar um pouco pelos arredores, beber algo leve, ajustar o relógio interno e começar a se familiarizar com o movimento local. Shanghai tem calçadas largas, transporte eficiente e muitos cafés tranquilinhos que ajudam nessa adaptação rápida.
Se a chegada for no fim da tarde ou à noite, o Circo Era é uma ótima escolha para o primeiro dia.
Circo Era: um espetáculo moderno e bem produzido
O Circo Era é famoso em Shanghai por misturar números tradicionais chineses com acrobacias contemporâneas, música, iluminação e cenários bem trabalhados. É um espetáculo fácil de assistir para qualquer idade, porque não depende de idioma e prende atenção o tempo todo.
A produção é caprichada. Os artistas fazem movimentos precisos, a música acompanha o ritmo e o palco muda de formato várias vezes. Não é um circo clássico e nem um show teatral. Ele fica no meio termo, com energia, modernidade e um visual bonito.
Algumas dicas importantes:
• Tente comprar o ingresso com antecedência.
• Chegue uns vinte minutos antes para encontrar seu lugar sem correria.
Para quem chega muito cedo na cidade e não quer esperar apenas pelo Circo Era, existe uma alternativa leve para a tarde: visitar o People’s Park. É um parque central, fácil de acessar e cheio de moradores locais fazendo caminhadas, jogando cartas ou simplesmente aproveitando o fim do dia. É um ótimo jeito de ver um pedaço mais cotidiano da cidade.

Dia 2 em Shanghai: templos, jardins, história e noite iluminada
O segundo dia é o mais cheio do roteiro e reúne atrações que ajudam a entender melhor a história e a estética de Shanghai. Apesar de ter várias paradas, não é um dia cansativo. Tudo fica relativamente próximo e os deslocamentos são simples.
Templo do Buda de Jade: tradição e rotina local
Começar o dia no Templo do Buda de Jade é sempre uma boa escolha. Ele é um dos templos mais conhecidos em Shanghai e recebe tanto moradores quanto visitantes. Do lado de fora, a construção é simples, mas ao entrar você já percebe os pátios, os altares, os incensos e o ambiente mais calmo.
O templo tem dois Budas feitos em jade trazidos de Myanmar, que são as peças mais importantes do lugar. Os fiéis costumam acender incensos e fazer suas preces em silêncio, e é interessante observar a rotina local com respeito e distância.
O templo é fácil de visitar e não exige muito tempo. Uma boa estratégia é chegar cedo para evitar horários mais cheios, especialmente em dias de calor.

Yu Garden: arquitetura tradicional e cenário fotogênico em Shanghai
Seguindo o roteiro, o Yu Garden é um dos lugares mais bonitos de Shanghai. Ele é um jardim construído no século XVI, cheio de pavilhões, caminhos, pontes, portas trabalhadas e pequenos lagos com carpas.
Aqui o ritmo diminui. A caminhada é tranquila e tudo rende fotos lindas. A parte mais interessante é notar como o jardim foi planejado para criar diferentes paisagens conforme você muda de ângulo.
O ideal é dedicar um tempo sem pressa. Algumas áreas podem ficar mais cheias, mas mesmo assim o jardim mantém um clima agradável.

Cidade Antiga de Shanghai: lojas, comida típica e movimento
Ao sair do Yu Garden, você já está praticamente dentro da Cidade Antiga. Essa região é turística, cheia de lojinhas estreitas, pavilhões decorados e muitas opções de comida rápida.
O mais interessante é que essa parte da cidade guarda traços da Dinastia Ming, período em que Shanghai começou a ganhar importância comercial. Foi nessa época que muitos dos prédios e estruturas dessa área foram construídos seguindo o estilo arquitetônico característico do período, com telhados curvados, madeira escura e detalhes vermelhos que aparecem até hoje nas fachadas. A região funcionava como um centro de comércio local, conectando mercadores que passavam por Shanghai quando ela ainda era apenas um porto em expansão.
Hoje é onde você encontra leques personalizados, doces típicos, lanternas, brinquedos e produtos de artesanato. Também é onde aparecem opções como bolinhos no vapor, massas e petiscos prontos para levar na mão.
Para quem viaja com crianças, esse é o momento em que elas mais se divertem. Para quem gosta de gastronomia, é uma chance de experimentar sabores diferentes sem gastar muito.

The Bund: o cartão-postal de Shanghai
Quando o fim de tarde se aproxima, é hora de seguir para The Bund. Essa orla é o ponto turístico mais famoso da cidade e oferece vista direta para os prédios futuristas de Pudong.
O ideal é chegar com luz natural e ficar até que anoiteça. O horizonte muda de cor, as luzes começam a acender e a cidade ganha outro clima. Caminhar pela orla é simples, seguro e muito agradável.
É um dos momentos mais marcantes do roteiro. Ali você entende por que Shanghai se tornou uma das cidades mais fotografadas da Ásia.

Nanjing Road e jantar de hotpot
Depois da orla, a caminhada até Nanjing Road é curta. A rua é iluminada, cheia de lojas e sempre movimentada. Mesmo que você não queira comprar nada, vale a experiência de observar a vida local, as vitrines e a diversidade de cafés e restaurantes.
O jantar de hotpot combina muito com o clima da cidade. Funciona como uma panela grande no centro da mesa, onde cada pessoa cozinha seus próprios ingredientes. Chegam carnes fatiadas, cogumelos, massas, vegetais e você mergulha tudo no caldo quente. Depois ainda monta seu próprio molho com alho, shoyu, coentro e outros temperos.
É divertido, interativo e um ótimo jeito de encerrar o dia.
Conclusão:
Shanghai é uma cidade dinâmica, completa e fácil de aproveitar. Em três dias, você consegue ver templos tradicionais, jardins históricos, bairros antigos cheios de vida, regiões futuristas e ainda experimentar uma boa variedade de comida típica. É um destino que funciona bem para família, casal ou viagem solo, porque oferece experiências bem diferentes sem exigir um roteiro complicado.
No nosso terceiro dia em Shanghai, reservamos o tempo todo para a Disney da cidade. O parque é moderno, tem atrações que não existem em outros países e merece um conteúdo só dele. Por isso, o próximo post aqui no blog vai ser inteiramente dedicado à Disney de Shanghai, com roteiro sugerido, dicas práticas, áreas imperdíveis e tudo o que a gente faria de novo.
Se quiser acompanhar essa experiência de perto, no nosso Instagram e no YouTube mostramos todos os bastidores, as escolhas de roteiro e os momentos que realmente fazem diferença na viagem.


