Tailândia: Roteiro Completo de 15 dias pelo país

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Introdução

Essa viagem pela Tailândia foi pensada como um roteiro equilibrado, misturando descanso, cultura e grandes cidades — e, diferente do que muita gente costuma fazer, começamos pelo trecho mais tranquilo de todo o percurso.

Antes de templos, mercados e deslocamentos longos, escolhemos iniciar em Koh Kood, no Soneva Kiri, um resort isolado em meio à natureza, ideal para desacelerar logo no começo da viagem.

Depois dessa pausa inicial, seguimos para o norte do país, com base em Chiang Rai e Chiang Mai, onde o roteiro ganhou um tom mais cultural e espiritual, com visitas a templos marcantes, contato com comunidades locais e experiências ligadas à preservação da natureza, como os santuários de elefantes.

A última parte da viagem foi em Bangkok, onde a Tailândia urbana aparece de forma mais intensa, especialmente nos mercados e no cotidiano da cidade, fechando o roteiro com um contraste bem diferente dos dias anteriores.

Neste post, organizamos a viagem exatamente na ordem em que ela aconteceu: ilhas, norte cultural e, por fim, a capital.

Um roteiro que funcionou muito bem para uma viagem em família, mas que também se adapta facilmente para quem quer conhecer diferentes lados da Tailândia em uma única viagem.

No vídeo abaixo, você também pode acompanhar todos os bastidores e detalhes desse roteiro.

Como ir e onde ficar na Tailândia

Nossa viagem pela Tailândia começou com chegada internacional por Bangkok, a principal porta de entrada do país. O Aeroporto Suvarnabhumi recebe voos diretos de diversas partes do mundo e também funciona como um grande hub para conexões domésticas, facilitando bastante a logística para quem vai seguir viagem dentro do país.

No nosso caso, o primeiro destino foi Koh Kood, onde ficamos no Soneva Kiri, e todo o deslocamento até a ilha foi organizado pelo próprio resort. A logística inclui voo doméstico, transfer terrestre e barco até a ilha, tudo de forma integrada, sem necessidade de se preocupar com conexões ou horários intermediários.

Esse tipo de serviço é bastante comum em resorts mais isolados da Tailândia e torna o início da viagem muito mais tranquilo.

Depois dos dias na ilha, seguimos para o norte do país, com base em Chiang Rai e Chiang Mai, e finalizamos o roteiro em Bangkok, criando um percurso que combina natureza, cultura e vida urbana em etapas bem distintas.

Onde ficar na Tailândia

Ao longo da viagem, ficamos hospedados em diferentes cidades, sempre priorizando hotéis que facilitassem a logística dos passeios e ajudassem a equilibrar conforto e deslocamentos.

Em Chiang Rai, ficamos no Le Méridien Chiang Rai Resort, um hotel à beira do rio Kok, em uma área mais tranquila da cidade, mas ainda com acesso fácil às principais atrações, como o Templo Branco e o Templo Azul.

O hotel tem quartos amplos, áreas verdes e piscina, o que funciona muito bem para descansar depois de dias de passeio, especialmente em um destino onde os deslocamentos para os templos costumam ser feitos de carro ou com tours organizados.

Em Chiang Mai, a base foi o Meliá Chiang Mai, localizado em uma região central, próxima ao Night Bazaar e a áreas com muitos restaurantes e comércio.

Essa localização facilita bastante as saídas noturnas a pé e também os deslocamentos para passeios como templos nas montanhas e santuários de elefantes.

O hotel tem uma proposta mais urbana e moderna, com quartos confortáveis e boa estrutura para quem quer aproveitar a cidade sem abrir mão de descanso.

Já em Bangkok, ficamos no Anantara Riverside Bangkok Resort, às margens do rio Chao Phraya, em uma área que funciona como um verdadeiro refúgio dentro da cidade. A localização à beira do rio ajuda a escapar um pouco do trânsito intenso, além de facilitar passeios de barco e transfer fluvial para algumas áreas turísticas.

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Anantara Riverside Bangkok Resort | Fonte: Booking.com

Dias 1 a 7 – Koh Kood: Descanso, natureza e experiências no Soneva Kiri

Localizado na ilha de Koh Kood (ou Koh Kut), no Golfo da Tailândia, o resort fica em uma das regiões mais preservadas do país, com praias praticamente intocadas, mar cristalino e uma vegetação densa que cobre boa parte da ilha.

Koh Kood, inclusive, é conhecida por ser uma das ilhas menos exploradas turisticamente da Tailândia, com poucos grandes empreendimentos, vilarejos de pescadores e extensas áreas de floresta tropical. Além das praias, a ilha também guarda trilhas e pequenas cachoeiras, o que reforça essa sensação de estar em um destino longe do agito de outros pontos mais populares do país.

Experiências no Soneva Kiri: hotel e aula de culinária tailandesa

Nos primeiros dias no Soneva Kiri, optamos por aproveitar a estrutura do próprio resort, e uma das experiências incluídas na programação foi a aula de culinária tailandesa. A proposta é apresentar, de forma prática, os principais ingredientes e temperos da gastronomia local, além de explicar um pouco sobre a base de pratos clássicos como o Pad Thai e outros preparos típicos do país.

Além das aulas de culinária, o Soneva Kiri oferece uma série de atividades dentro da própria propriedade, como spa, esportes aquáticos, trilhas leves pela vegetação da ilha e espaços pensados para relaxar, sempre com foco em experiências ligadas à natureza e ao bem-estar.

Isso faz com que, mesmo sem sair do resort, o dia renda bastante e permita conhecer diferentes aspectos da cultura e do estilo de vida local.

Para quem chega depois de um trajeto longo, esse tipo de programação funciona muito bem: você já começa a vivenciar a Tailândia de forma leve, sem precisar enfrentar deslocamentos ou horários rígidos logo no início da viagem.

Praias e ilhas de Koh Kood (Tailândia): dias inteiros no mar

Durante a estadia na ilha, tivemos dias quase inteiros dedicados ao mar e às áreas naturais ao redor do resort. O clima costuma ser perfeito para aproveitar a praia privativa do Soneva Kiri, com água transparente, areia clara e um ambiente extremamente tranquilo, ideal para passar horas sem pressa.

Além da faixa de areia em frente ao resort, também há pequenas ilhas próximas que podem ser acessadas em poucos minutos de barco.

Em cerca de cinco minutos de navegação, já é possível chegar a praias ainda mais isoladas, com pouca circulação de pessoas e uma paisagem praticamente intacta.

Esse tipo de deslocamento curto facilita muito a programação dos dias e permite variar o cenário sem grandes esforços.

Outras atividades na praia, na ilha e no resort

Além dos dias dedicados ao mar e às ilhas próximas, o Soneva Kiri oferece uma série de atividades pensadas para diferentes interesses e ritmos, o que faz com que a estadia renda ainda mais, mesmo sem sair muito da propriedade.

No trecho da praia e das águas ao redor, dá para experimentar esportes aquáticos como caiaque, paddleboard e snorkeling, que permitem explorar a vida marinha e as enseadas próximas com facilidade.

Também há opções de catamarã ou passeios privados de barco para quem quer descobrir recantos mais isolados ao redor de Koh Kood.

E tem ainda experiências que valem ser consideradas em dias com tempo mais livre, como sessões de observação de estrelas no observatório, cinema ao ar livre com pipoca e bebidas no Cinema Paradiso, ou atividades focadas nas crianças em espaços como o Den, um clube infantil dedicado ao aprendizado e à criatividade.

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Soneva Kiri na ilha de Koh Kood | Fonte: Booking.com

Dia 8 – Do Soneva Kiri ao Norte da Tailândia: chegada a Chiang Rai

Depois da semana em Koh Kood, a viagem muda completamente de cenário. Saímos da ilha e seguimos para o norte da Tailândia, em Chiang Rai.

É aqui que o roteiro ganha um tom mais cultural e visualmente impactante, com templos ligados ao budismo Theravada que combinam espiritualidade, simbolismo e arte contemporânea.

Chiang Rai é uma cidade menor e menos movimentada que Bangkok ou Chiang Mai, mas reúne algumas das construções religiosas mais marcantes do norte da Tailândia, conhecidas justamente por reinterpretarem a tradição budista por meio de projetos artísticos modernos e cheios de significado.

Mercado noturno de Chiang Rai: comida típica e vida local da Tailândia

Mesmo chegando no fim do dia, nós fizemos questão de sair para ter um primeiro contato com o clima de Chiang Rai em um dos mercados noturnos da cidade.

Esses mercados reúnem barracas de comida, artesanato e pequenos palcos com apresentações culturais, criando um ambiente animado e bem característico do norte da Tailândia.

Na parte gastronômica, é ali que você pode encontrar pratos típicos da região, como o khao soi (macarrão em caldo de curry), a sai ua (linguiça tailandesa com ervas) e diferentes tipos de espetinhos preparados na hora.

Como as porções costumam ser menores e os preços mais acessíveis, fica fácil experimentar várias opções e ir descobrindo os sabores locais.

Esses mercados também funcionam como ponto de encontro para os moradores, o que deixa o passeio ainda mais interessante para quem quer observar o cotidiano da cidade além das atrações turísticas.

Para nós, foi um jeito leve e gostoso de encerrar um dia de deslocamento e já começar a entrar no ritmo do norte da Tailândia antes das visitas aos templos no dia seguinte.

Se você estiver organizando o roteiro, vale saber que esse tipo de passeio funciona muito bem para a noite de chegada, já que os mercados ganham vida no fim da tarde e ficam mais animados à noite, sem exigir grandes deslocamentos ou planejamento.

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Apresentações Culturais de Chiang Rai | Fonte: mundoasiatours.com

Dia 9 – Chiang Rai: templos icônicos e diversidade cultural da Tailândia

O nono dia em Chiang Rai foi um dos que mais nos ajudaram a entender a identidade cultural do norte da Tailândia. A cidade reúne templos budistas com propostas artísticas modernas e, ao mesmo tempo, comunidades que preservam tradições antigas, criando um contraste interessante entre espiritualidade, arte e vida cotidiana.

Wat Rong Suea Ten — o Templo Azul de Chiang Rai

Um dos momentos mais marcantes do nosso dia em Chiang Rai foi a visita ao Wat Rong Suea Ten, mais conhecido como Templo Azul. Diferente dos templos antigos que vemos em muitas partes da Tailândia, a construção aqui é relativamente recente, iniciada em 2005 e concluída em 2016, e combina fortemente a espiritualidade budista com uma estética moderna e vibrante.

O templo também é chamado de “Casa do Tigre Dançante”, numa referência às lendas locais sobre tigres que viviam na região antes da reconstrução do espaço. Ao chegar, a cor azul intensa das paredes e os ornamentos dourados criam um impacto visual imediato, enquanto, no interior, a grande imagem branca de Buda convida a um momento mais silencioso e contemplativo.

Significado das cores e dos elementos do Templo Azul

O azul predominante está ligado, no budismo, à sabedoria e à tranquilidade da mente, enquanto os detalhes dourados representam iluminação espiritual. Já a imagem branca de Buda simboliza pureza e iluminação, criando um contraste visual forte e direcionando o olhar para o centro do espaço religioso.

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O Buda gigante do Templo Azul

Karen Long Neck Village — tradições, identidade e artesanato local

Outro ponto importante do dia foi a visita à Karen Long Neck Village, onde vivem mulheres da etnia Karen, também conhecidas como Padaung, um grupo que preserva tradições culturais transmitidas há séculos no norte da Tailândia e em regiões próximas de Mianmar. O uso dos colares metálicos no pescoço faz parte da identidade cultural desse grupo e está ligado a valores de pertencimento, tradição e reconhecimento dentro da própria comunidade.

Os colares não alongam o pescoço em si, mas pressionam os ombros e a clavícula ao longo do tempo, criando visualmente esse efeito característico. As meninas começam a usar os anéis ainda jovens, e eles vão sendo substituídos por versões mais pesadas ao longo da vida, sempre como parte de um costume cultural e socialmente valorizado dentro do grupo.

Durante a visita, além de observar o cotidiano das famílias, também é possível conhecer o trabalho artesanal feito ali mesmo na vila. Nas pequenas bancas, as mulheres costumam vender tecidos, cachecóis, bolsas, peças bordadas e objetos feitos à mão, que representam uma importante fonte de renda para a comunidade e uma forma direta de apoiar economicamente as famílias locais.

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Karen Long Neck Village

Wat Rong Khun — o Templo Branco como despedida de Chiang Rai

Na manhã seguinte, antes de seguir viagem para Chiang Mai, nós voltamos a sair para mais uma visita em Chiang Rai, dessa vez ao Wat Rong Khun, conhecido como Templo Branco. Considerado uma das atrações mais famosas da cidade, o templo é idealizado pelo artista tailandês Chalermchai Kositpipat e funciona como uma obra de arte em constante construção.

Toda a estrutura branca, com espelhos refletindo a luz, simboliza pureza e o caminho para a iluminação, enquanto as esculturas e passagens ao longo do percurso representam conceitos ligados ao desejo, ao sofrimento e à transcendência dentro do budismo. A visita acaba sendo tão simbólica quanto visualmente impactante.

Dentro do nosso roteiro, o Templo Branco funcionou como um fechamento marcante da passagem por Chiang Rai, antes da mudança de cenário para Chiang Mai.

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O Templo Branco de Chiang Rai

Dia 10 – Chiang Mai: entre tradição e vida urbana

Depois dos dias em Chiang Rai, o décimo dia marcou a chegada a Chiang Mai, a principal cidade do norte da Tailândia e um dos destinos mais completos do país em termos de cultura, gastronomia e vida urbana. A mudança de cenário é clara: saímos de uma cidade menor e mais tranquila para um lugar mais movimentado, com mais opções de restaurantes, mercados e circulação de pessoas.

Chegamos a Chiang Mai já perto do final do dia, quando a cidade começa a ganhar mais movimento e as ruas ficam cheias de restaurantes, mercados e pessoas circulando. Esse horário acabou sendo perfeito para um primeiro contato com o lado mais urbano da cidade, sem a pressão de cumprir grandes visitas turísticas.

Foi um momento mais solto do roteiro, para caminhar, escolher onde comer e observar o ritmo local, sentindo como Chiang Mai mistura tradição e modernidade no dia a dia.

Vida noturna leve e clima urbano em Chiang Mai

Chegando já perto do fim do dia, nós sentimos logo que a noite em Chiang Mai tem um ritmo próprio, diferente do agito de grandes capitais, mas cheia de movimento, encontros e opções para circular sem pressa. É um período em que a cidade fica mais viva, com ruas movimentadas e muitas pessoas aproveitando o fim do dia ao ar livre.

Mercados, bares e o encontro entre tradição e modernidade

Uma das marcas da noite em Chiang Mai são os mercados noturnos, como o Night Bazaar e os grandes mercados de fim de semana, onde ruas inteiras se transformam em áreas para pedestres, cheias de barracas de artesanato, roupas e produtos feitos à mão. Esses espaços funcionam tanto como atração turística quanto como ponto de encontro para os moradores.

Além disso, há também bares, cafés e restaurantes mais modernos, especialmente em regiões próximas ao rio Ping e em bairros mais urbanos, criando um contraste interessante entre o lado tradicional e o contemporâneo da cidade. Para nós, esse primeiro contato noturno mostrou bem como Chiang Mai consegue equilibrar história, vida local e modernidade no dia a dia, preparando o clima para os passeios mais culturais e espirituais dos dias seguintes.

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Chiang Mai Night Bazaar | Fonte: mundoasiatours.com

Dia 11 – Chiang Mai: elefantes e espiritualidade no norte da Tailândia

Depois do primeiro contato mais urbano com Chiang Mai, o dia seguinte foi dedicado a duas experiências que ajudam muito a entender a identidade do norte da Tailândia: a relação histórica com os elefantes e a forte presença do budismo na vida cotidiana da região.

É um dia que mistura natureza, aprendizado e paisagem, saindo um pouco do centro da cidade e seguindo para áreas mais verdes e montanhosas, com um ritmo bem diferente do da noite anterior.

Patara Elephant Farm — contato responsável e aprendizado

A primeira parte do dia foi na Patara Elephant Farm, um santuário que trabalha com foco em bem-estar, reabilitação e educação. A proposta é aprender sobre o comportamento dos elefantes, sua alimentação, seus hábitos sociais e a importância da preservação de uma espécie que tem papel histórico e simbólico na cultura da Tailândia.

Nós acompanhamos parte da rotina dos elefantes, observando como interagem entre si e entendendo melhor os cuidados necessários para garantir qualidade de vida a esses animais. Para quem viaja em família, é uma experiência que costuma ser bem marcante, porque combina contato com a natureza e aprendizado de forma prática.

Horários, ingresso e como funciona a visita

A visita à Patara Elephant Farm acontece por meio de programas guiados, geralmente no período da manhã, e dura várias horas. Para participar, é necessário comprar ingresso e reservar com antecedência, já que o número de visitantes por dia é limitado justamente para reduzir o impacto sobre os animais.

Normalmente, o valor do ingresso já inclui transporte a partir de Chiang Mai, acompanhamento de guias e as atividades realizadas no santuário, o que facilita bastante a organização do dia. Como é um passeio que ocupa boa parte da manhã, vale planejar o restante do roteiro com atividades mais leves para a parte da tarde.

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Patara Elephant Farm

Wat Phra That Doi Suthep — templo na montanha e vista sobre Chiang Mai

No período da tarde, seguimos para o Wat Phra That Doi Suthep, um dos templos mais importantes do norte da Tailândia, localizado no alto da montanha que domina a paisagem de Chiang Mai. Para além da vista, o local tem um peso religioso enorme: ele é um dos principais pontos de peregrinação do budismo Theravada na região.

O templo foi fundado no ano 1383, durante o período do antigo Reino de Lanna, e, segundo a tradição, foi construído para abrigar uma relíquia de Buda. A lenda conta que essa relíquia foi colocada em um elefante branco, que subiu a montanha, tocou seu sino três vezes e morreu ali, sinalizando que aquele deveria ser o local do templo. Até hoje, o elefante branco é um símbolo muito presente na iconografia do lugar.

Além do significado espiritual, o templo chama atenção pelos detalhes dourados, pela grande stupa central onde os fiéis fazem orações caminhando ao redor, e pelos pátios que convidam à contemplação. Para nós, foi um fechamento bem simbólico depois da experiência com os elefantes, trazendo um contraste bonito entre natureza e espiritualidade no mesmo dia.

Como chegar, escadaria dos nagas e tempo de visita

Para chegar ao Wat Phra That Doi Suthep, é possível subir de carro ou van até a entrada do complexo e, a partir dali, escolher entre subir a escadaria com mais de 300 degraus, ladeada por esculturas de nagas (serpentes mitológicas protetoras), ou usar o funicular, que leva até o topo em poucos minutos.

A subida pela escada faz parte da experiência para muitos visitantes, já que simboliza um caminho espiritual até o templo, mas o funicular é uma boa opção para quem prefere algo mais rápido ou está viajando com crianças.

A visita costuma levar entre 40 minutos e 1 hora, incluindo o tempo para circular pelo pátio, observar a stupa central e apreciar a vista da cidade. No fim da tarde, além do clima mais fresco, a luz ajuda bastante na experiência e nas fotos, sem o calor intenso do meio-dia.

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Wat Phra That Doi Suthep -Chiang Mai

Dia 12 – Bangkok: chegada à capital e primeiros contatos com a cidade

Depois dos dias no norte da Tailândia, o décimo segundo dia marcou a chegada a Bangkok, a capital do país e uma das cidades mais vibrantes do Sudeste Asiático. Construída às margens do rio Chao Phraya, a cidade cresceu a partir de antigos canais — que lhe renderam o apelido de “Veneza do Oriente” — e hoje combina palácios históricos, templos centenários e uma paisagem urbana repleta de arranha-céus, shoppings e mercados.

A mudança de ritmo é imediata. O trânsito intenso, o fluxo constante de pessoas e a mistura de prédios modernos com construções tradicionais deixam claro que entramos em um cenário completamente diferente do que vimos em Chiang Mai e Chiang Rai.

Como a chegada acontece já no fim do dia, esse momento do roteiro funciona mais como uma introdução à cidade do que como um dia de grandes atrações. É uma forma de começar a sentir a energia urbana de Bangkok antes de mergulhar nos passeios mais característicos da capital.

Primeira noite em Bangkok: shoppings, movimento e diversidade cultural

Para a primeira noite, uma opção prática e bastante comum em Bangkok são os grandes centros comerciais, que funcionam como verdadeiros polos de convivência urbana. Além das lojas, esses espaços reúnem restaurantes, praças de alimentação e, em muitos casos, apresentações de música ao vivo.

Para quem chega cansado do deslocamento, esse tipo de programa funciona muito bem: dá para jantar, circular um pouco e observar o movimento da cidade sem precisar enfrentar longos trajetos ou planejar algo mais complexo no primeiro dia.

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Khao San Road em Bangkok | Fonte: melhoresdestinos.com.br

Dias 13 e 14 – Bangkok: adaptação, imprevistos e possibilidades de roteiro

Depois da chegada a Bangkok, os dias seguintes acabaram ganhando um ritmo mais lento do que o planejado. As crianças não estavam se sentindo bem, e isso fez com que a prioridade fosse descanso e recuperação, mantendo a programação mais concentrada no hotel.

Em uma cidade intensa como Bangkok, com calor, umidade e deslocamentos longos, esse tipo de ajuste no roteiro acaba sendo mais comum do que parece em viagens longas, especialmente quando se viaja em família. Esses dias funcionaram como um tempo de adaptação antes de seguir para o último grande passeio da viagem.

O que pode ser feito em Bangkok nesses dias de roteiro

Mesmo que, no nosso caso, esses dias tenham sido mais tranquilos, Bangkok é uma cidade com muitas atrações que podem ser encaixadas nesse momento da viagem, dependendo do ritmo e do perfil de cada viajante.

Algumas opções bastante procuradas por quem visita a capital da Tailândia incluem:

  • Palácio Real e Wat Phra Kaew (Templo do Buda de Esmeralda), um dos conjuntos históricos mais importantes do país e símbolo da monarquia tailandesa.
  • Wat Pho, famoso pela enorme estátua do Buda Reclinado e pela tradição em massagens tailandesas.
  • Passeios de barco pelo rio Chao Phraya, que ajudam a entender a cidade a partir da água e conectam vários pontos turísticos importantes.
  • Shoppings icônicos como ICONSIAM, Siam Paragon e MBK, que misturam compras, gastronomia e entretenimento em grande escala.
  • Rooftop bars, muito populares em Bangkok, que oferecem vistas impressionantes do skyline da cidade, especialmente à noite.

Essas atrações permitem montar desde um dia mais cultural até um roteiro totalmente urbano e gastronômico, dependendo do estilo de viagem e do nível de disposição.

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Grande Palácio Real de Bangkok | Fonte: TripAdvisor

Dia 15 – Bangkok: mercados e cotidiano local

Depois dos dias mais tranquilos, o último dia de passeios foi dedicado a dois dos programas mais clássicos e curiosos nos arredores de Bangkok: o Mercado Flutuante e o Mercado do Trem. São experiências que mostram como o comércio e a vida cotidiana continuam profundamente ligados à forma como as cidades e vilarejos da região se desenvolveram ao longo do tempo.

Esses dois passeios costumam ser combinados no mesmo dia, já que ficam fora do centro da cidade e funcionam bem em um bate-volta a partir de Bangkok, normalmente com saída pela manhã.

Mercado Flutuante: tradição, canais e sabores da Tailândia

Os mercados flutuantes surgiram quando os canais eram as principais vias de transporte da região central da Tailândia. Antes das grandes avenidas e rodovias, era pela água que as pessoas se deslocavam, transportavam mercadorias e faziam suas compras do dia a dia, por isso, Bangkok ficou conhecida como a “Veneza do Oriente”.

Hoje, mesmo com o crescimento da cidade, essa forma de comércio ainda sobrevive em alguns mercados, onde vendedores circulam em pequenos barcos oferecendo frutas, bebidas e pratos preparados na hora. O visual é um dos grandes atrativos, com dezenas de embarcações se cruzando pelos canais, cheias de cores e aromas.

Para quem visita, é uma experiência muito mais sensorial do que “turística”: você vê a comida sendo feita, escuta as negociações, sente os cheiros e percebe como tudo acontece em um ritmo completamente diferente do das ruas da cidade.

Dicas para aproveitar melhor o Mercado Flutuante
  • O movimento é maior pela manhã, então sair cedo de Bangkok faz bastante diferença.
  • Vale experimentar pequenas porções de comida para provar mais de um prato típico.
  • Levar dinheiro em espécie facilita, já que muitas vendas são feitas diretamente dos barcos.
  • Mesmo quem não pretende comprar muito acaba aproveitando bastante só observando a dinâmica do mercado.
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Mercado Flutuante de Bangkok | Fonte: TripAdvisor

Mercado do Trem: quando a rotina precisa se adaptar aos trilhos

O Maeklong Railway Market, conhecido como Mercado do Trem, é um exemplo impressionante de adaptação urbana. Diferente de mercados planejados, esse surgiu ao longo de uma linha ferroviária ativa e, em vez de a feira desaparecer, foi o comércio que aprendeu a conviver com o trem.

Várias vezes ao dia, quando o trem se aproxima, os vendedores recolhem toldos, mesas e mercadorias em questão de segundos. O trem passa a poucos centímetros das barracas, e, logo depois, tudo é montado novamente, como se fosse parte normal da rotina.

O que chama atenção não é só a passagem do trem em si, mas a naturalidade com que isso acontece. Para os moradores, é apenas mais um momento do dia. Para quem visita, é um choque cultural que mistura surpresa, curiosidade e admiração pela organização espontânea do mercado.

Dicas para visitar o Mercado do Trem
  • Siga sempre as orientações locais e evite ficar sobre os trilhos durante a aproximação do trem.
  • Verifique os horários de passagem do trem para não perder o momento principal.
  • Chegue um pouco antes para escolher um bom ponto e observar toda a preparação.
  • Depois da passagem do trem, vale caminhar pelo mercado, que funciona como uma feira comum.

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Mercado do Trem | Fonte: TripAdvisor

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Conclusão

A nossa viagem pela Tailândia foi marcada por mudanças constantes de ritmo e paisagem. Em Koh Kood, os dias no Soneva Kiri trouxeram um começo de viagem mais lento, cercado por natureza, praias praticamente intocadas e tempo para desacelerar. Foi o tipo de início que ajuda o corpo e a mente a entrarem no clima da viagem.

No norte do país, Chiang Rai e Chiang Mai mostraram um lado bem diferente da Tailândia: templos que misturam espiritualidade e arte contemporânea, comunidades que preservam tradições antigas e uma relação muito presente com a religião e a natureza. Foi ali que a viagem ganhou mais densidade cultural e histórica.

Já em Bangkok, o contraste ficou por conta do cotidiano urbano, dos mercados e da forma como a cidade funciona em ritmo acelerado, revelando uma capital criativa, caótica e cheia de curiosidades que fazem parte da vida local.

Para famílias, casais ou viajantes solo, esse tipo de combinação funciona muito bem dentro de uma viagem maior pela Ásia, misturando grandes cidades, natureza e destinos culturais. Se você gosta desse contraste entre metrópoles e paisagens mais naturais, vale também conferir o nosso roteiro pela China começando em Hong Kong e seguindo pelo interior da China até o território mongol.

Se quiser acompanhar todos os bastidores, escolhas de roteiro e momentos mais marcantes dessa viagem, no nosso Instagram e no YouTube mostramos todos os bastidores, as escolhas de roteiro e os momentos mais marcantes de toda nossa viagem pela Tailândia.